Carnaval 2026

Desfiles do Grupo de Acesso II marcam a abertura do Carnaval paulistano

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Carnaval de São Paulo começa com os desfiles do Grupo de Acesso II

Responsável por dar início ao Carnaval oficial da cidade de São Paulo, o Grupo de Acesso II reúne dez escolas de samba que disputam duas vagas para o Grupo de Acesso I. Mesmo com a expectativa em torno da abertura dos desfiles, a forte chuva que caiu sobre a capital ao longo do dia impactou a presença do público no Sambódromo do Anhembi. A chegada dos espectadores ocorreu de forma tímida, e as arquibancadas foram ocupadas gradualmente, sem grande lotação nas primeiras apresentações.

 

Amizade Zona Leste 

Abrindo os desfiles do grupo, a Amizade Zona Leste levou para a pista o enredo “Xangô e Iansã – O casal do Dendê no Ilê do Amizade”, que apresentou a trajetória dos orixás Xangô e Iansã. A narrativa destacou desde a infância de Xangô, seu treinamento como guerreiro, até sua ascensão ao trono do reino de Oyó. A escola da Zona Leste da São Paulo conseguiu manter uma boa evolução ao longo do desfile. A opção de não utilizar o recuo de bateria contribuiu para um andamento mais fluido e favoreceu o desempenho da agremiação na pista.

Fotos: Woody Henrique/Liga-SP

Imperatriz da Paulicéia

Com enredo “Congá, o altar sagrado da minha fé”, exaltando o sincretismo religioso, a força da fé afro-brasileira e o altar como símbolo de união e proteção. Desenvolvido por Leandro Santana e equipe, foca na diversidade de crenças.

Fotos: Woody Henrique/Liga-SP

Torcida Jovem 

Com o enredo “Axé – Raízes e ritmos da cultura Afro-Baiana”, a escola apresentou um bom contingente de componentes e mostrou organização ao longo do desfile. Um dos principais destaques foi o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Gabriel Vullen e Joice Cristina, que se apresentou com figurinos bem elaborados e uma dança fluida, de estilo clássico, sem abrir mão da inovação. Chamou atenção, ainda, a interação do casal com o público presente, ao direcionar sua apresentação para além da cabine de julgamento, valorizando a comunicação com as arquibancadas.

Fotos: Woody Henrique/Liga-SP

X-9 Paulistana

Com o enredo “Yvy Marã Ei: A Busca pela Terra Sem Mal”, a escola da Zona Norte de São Paulo levou para a avenida a narrativa da jornada dos povos originários Guarani, ressaltando sua cultura, espiritualidade e força de resistência. Mesmo enfrentando forte chuva no início do desfile, a agremiação manteve a animação e o envolvimento de seus componentes, sem prejuízo ao desempenho na pista. O principal destaque ficou por conta do carro de som, comandado pelos intérpretes Daniel Collete e Royce do Cavaco, nomes de grande experiência no Carnaval, que conduziram o samba com harmonia em sintonia com a bateria do mestre Kell, favorecendo o canto forte e uniforme da comunidade.

Fotos: Woody Henrique/Liga-SP

Unidos de São Lucas

De olho em uma vaga no Grupo de Acesso I em 2026, a escola levou para a avenida o enredo “Meu tambor é ancestral, heranças e riquezas de um povo… um Brasil de festas pretas!”, que celebrou a resistência cultural e espiritual das manifestações negras em território brasileiro. Um dos destaques do desfile foi a comissão de frente, comandada pelo coreógrafo Jonathan Santos, que apresentou uma proposta criativa e bem resolvida. O grupo demonstrou alto nível de preparação, com coreografia marcada por sincronismo, precisão nos movimentos e domínio do espaço da pista, evitando excessos e improvisos ao longo da apresentação. Um ponto importante a ser destacado é que a escola também optou em não entrar no recuo da bateria.

Fotos: Woody Henrique/Liga-SP

Unidos do Peruche

Com o enredo “Oi… Esse Peruche lindo e trigueiro… Terra de samba e pandeiro”, a Unidos do Peruche apresentou um desfile que exaltou sua identidade e tradição. Desenvolvido pelo carnavalesco Chico Spinoza, com assistência de Felipe Milanes, o tema destacou o pandeiro como símbolo da agremiação e marcou o início das comemorações pelos 70 anos de história da escola. Um dos pontos altos foi a comissão de frente, comandada por Carllos Alvez, em seu segundo ano à frente do quesito. O grupo desfilou com fantasias bem acabadas e coreografias que atenderam plenamente ao regulamento, além de apresentar movimentos criativos e bem executados, garantindo fluidez, impacto visual e uma leitura clara da proposta apresentada.

Fotos: Woody Henrique/Liga-SP

Morro da Casa Verde

A Escola de Samba Morro da Casa Verde levou para a avenida o enredo “Santo Antônio de Batalha Faz de Mim Batalhador”, assinado por Ulisses Bara, que apresentou uma narrativa marcada pela fé e pela devoção que atravessam diferentes crenças.  A escola desfilou com grande empolgação, tendo o samba-enredo como ponto alto da apresentação, fator que contribuiu para uma evolução vibrante e envolvente, contagiante tanto para os componentes quanto para o público presente nas arquibancadas e camarotes.

Fotos: Woody Henrique/Liga-SP

Imperador do Ipiranga 

A escola da Vila Carioca trouxe para o Anhembi o enredo “BEJIRÓÓ, ONIPÉ DOUM – IBEJI”, uma celebração dos Ibejis, os orixás gêmeos do Candomblé e Umbanda, sincretizados com Cosme, Damião e Doum, o destaque da escola foi a bateria comandada pelo Mestre Renato Fuskão, filho de Raimundo Mercadoria, conhecido por sua trajetória sólida no samba paulistano, a bateria trouxe bossas inovadoras (fazendo referências a fundamentos musicais da Umbanda), ritmo constante, e entrosamento entre os desfiles.

Fotos: Woody Henrique/Liga-SP

Uirapuru da Mooca

A escola que retornou em 2026 para o grupo de acesso II, foi um dos grandes destaque da noite. A agremiação soube harmonizar seus quesitos com solidez e apresentou na avenida um dos conjuntos alegóricos mais impactantes da noite, refletindo planejamento e apuro visual. Apesar de desenvolver um enredo profundo e de interpretação mais elaborada, a escola conseguiu manter a narrativa clara, resultando em um desfile equilibrado, forte na disputa e muito bem organizado.

Fotos: Woody Henrique/Liga-SP

Primeira da Cidade Líder

Escola da zona norte foi responsável por encerrar o desfile do acesso II, Com enredo “Paulo Barros, o Gênio do Carnaval”, desenvolvido pelo carnavalesco Anderson Rodrigues. A escola homenageou a trajetória, ousadia, do famoso carnavalesco carioca. Um dos grandes destaques foi a bateria, que entrou na avenida caracterizada em homenagem a Ayrton Senna, com a indumentária “Acelera, Tijuca”, título do desfile campeão da escola do Borel em 2014. A apresentação contou ainda com a participação de um sósia do piloto, que surgiu com seu tradicional carro de corrida em meio à bateria, promovendo uma interação especial com a corte da escola e enriquecendo o impacto cênico do desfile.

Fotos: Woody Henrique/Liga-SP

 

 

Samba na Pista
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